domingo, 27 de junho de 2021

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O VALOR DA ORAÇÃO



O VALOR DA ORAÇÃO “Portanto, vós orareis assim : Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome". — Mateus — Cap. 6, v. 9. Pelo que disse Jesus, a oração não pode ser moti­ vada pela vaidade. Representando uma linguagem do ho­ mem ao Criador, a oração deve ser revestida de toda humildade e boa vontade, visando aprender, para servir. No ato de orar, um dos mais sagrados da vida, o Pai espera dos filhos os cuidados correspondentes aos seus valores. “Entra para o teu aposento, fecha a porta, e ora a teu Pai, que vê, em segredo". Não em longas e barulhentas orações em praças públicas, para chamar a atenção dos que passam, por vaidade. Essa prece não passa dos lábios e, no fundo, trata-se de simples pedidos interesseiros, a exemplo das dádivas estridentes coloca­ das no gasofilácio, sem nenhuma participação do senti­ mento. Assim ocorre com as orações por vaidade. O ato de orar constitui uma permuta de valores, da vida com vidas, de irmão com irmãos, do filho com Deus; mas eis que isso se processa por conta da lei, da justiça e da misericórdia. Todavia, o homem é mais ou menos consciente da bondade do Criador, mormente quando se encontra em estado de graça, em pleno fer­ vor da oração. Ao nos sentarmos, em torno de uma mesa, na hora do repasto, alimentamos o corpo; ao entrarmos em nos­ so aposento, fechando a porta e orando ao pai, em segre­ do, estamos alimentando a alma. Nem corpo nem alma alcança a felicidade, sem esses indispensáveis atos de alegria e humildade, de reconhecimento a Deus. A ora­ ção tem longa e porfiada viagem, começando no trabalho rude de cada dia, e terminando no êxtase de refusão da alma com o Senhor. Alguns dirão que Deus é pai e onisciente, conhece todas as nossas necessidades e, por isso, nada preci samos pedir-lhe. Estão, em parte, certos, mas a vontade Divina espera, por lei, o esforço de cada um, no sentido de suprir suas necessidades. Coloca a água nas fontes, mas os homens, para saciar a sede, terão que buscá- la, para beber. Espraia os raios solare3, com uma tem­ peratura que um ser encarnado não suportaria, parado o dia todo, em um só lugar; mas esse, movendo-se, su­ porta e se beneficia. Guardou Deus, no seio da terra, todos os elementos indispensáveis ao bem estar da huminidade, esperando que esta se movimente e descubra condições para o con­ forto próprio, obedecendo a lei de esforçar-se para viver melhor. São os rudimentos da verdadeira prece; é o “batei e abrir-se-vos-á"; é o “pedi e dar-se-vos-á”; é o cai e achareis". A lei soberana de Deus rege todos os quadrantes da vida, dando a cada um segundo o seu merecimento. Não há perda das aquisições, nem des­ vios da justiça. As leis nunca foram burladas; mas sim, dirigidas por um amor que, jamais, foi insensível aos corações que sofrem. A sinfonia da vida universal é uma eterna oração : a a perda se esvai, sem ter condições de exigir algo em troca do seu sacrifício. Mas a lei não a abandona, e lhe dará, no futuro, uma evolução superior. A árvore se desfaz, até o pó; o animal é arrastado ao sacrifício, pelo sustento dos homens. Mas o amanhã lhe reserva o amparo da justiça. E o homem, que tem superioridade sobre todas as coisas do mundo, não deve buscar a humildade, a re signação e a esperança ? Deve, sim. E, avantajando-se aos outros reinos, passo a passo, há de chegar à pleni­ tude da caridade, que sempre se confunde com a ciên­ cia da oração. “ Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome” . Alguns Angulos dos Ensinos do Mestre (psicografia Joao Nunes Maia - espirito Miramez)

sexta-feira, 25 de junho de 2021

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DÁDIVA FELIZ



DÁDIVA FELIZ “ E disse : verdadeiramente vos digo que es­ ta viúva pobre deu mais do que todos” . A caridade, em todas as épocas, constitui motivo de atração para as almas que têm maior sensibilidade para as coisas de Deus. As formas de praticá-la va­ riam, de acordo com o meio em que as pessoas se en­ contram, desde o pedinte das ruas, até os círculos coruscantes de pedrarias daqueles que se congregam no calor social. Entre esses dois polos, pede-se, para alguém, ou para alguma coisa. O ato de dar, com cer­ teza, alivia, de maneira sutil, e conforta o coração que oferta. Como todas as coisas, aperfeiçoa-se a caridade. Nos que distribuem por vaidade, chama-se alívio temporário de consciência; nos religiosos que dão, esperando ga­ nhar alguma coisa no céu, empréstimo a longo prazo; os que oferecem com amor aos necessitados, sem espe­ rar nenhuma recompensa, estes estão fazendo a verda­ deira caridade. O ser humano não evolui de um dia para outro, co­ mo ninguém sobe uma grande escada, saltando do pri­ meiro ao último degrau, mas sim, lance a lance; eis porque a natureza, também, usa esse método no campo da evolução espiritual. O “não julgueis para não serdes julgados”, cons­ titui uma disciplina para todos nós. Não fora isso, o cristão descambaria para o terreno da maledicência, a julgar desenfreadamente, porque o semelhante ajuda esperando recompensa, dá na certeza de receber e abençoa para ser garantido pelo céu. Essas almas, na verdade, iniciam seus passos nas hostes do Cristo, â procura de Deus. E qual de nós tem autoridade para julgar, se o Mestre não procedeu dessa forma com a mulher adúltera ? — Deus, antes que os olhos humanos, vê tudo, e ainda tavorece meios de vida saudáveis para os comerciantes desonestos, para os trapaceiros, para os ignorantes, para os que roubam, para os que negam suas próprias proce­ dências. Então, nós outros é que vamos persegui-los, julgá-los ? Se assim procedermos, estaremos nos desfa­ zendo do honroso título de companheiros de Cristo, porque quem ataca o comércio das coisas de Deus, ni­ vela-se aos errados; quem persegue os trapaceiros, comunga com eles; quem massacra o ignorante, é seu igual; quem não esclarece aos que roubam, quer ter ladrão para sempre; quem amaldiçoa os que negam a Deus, está construindo o verdadeiro materialismo, roupa velha já deixada pelos filhos pródigos. A caridade não tem dono nem obedece aos homens; é filha do amor, e portanto, universal. Não há quem a tenha definido melhor que Paulo de Tarso, quando disse : ‘‘Ela tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta". Passando Jesus por perto de um templo, vê filas de pessoas a depositar dinheiro no gasofilácio, que tilin­ tava mais, ou menos, de acordo com a quantidade de dádiva ofertada. Os que tinham posses, despejavam grande quantidade de denários, e os sons anunciavam as ofertas dos ricos. Mas acontece passar uma viúva pobre, colocando sua última moeda no cofre do templo. O Nazareno percebeu, com interesse, e sentiu o amor daquela mulher que ofertara tudo o que possuía, sem pensar em recompensas. Jesus não ofende os ricos, não julga os poderosos. Mas, no meio dos seus, estimula a verdadeira caridade. "E disse : verdadeiramente vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos. " Alguns Angulos dos Ensinos do Mestre (psicografia Joao Nunes Maia - espirito Miramez)

quinta-feira, 24 de junho de 2021

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O ESPÍRITO IMORTAL



O ESPÍRITO IMORTAL "Estando elas possuídas de temor, baixan­ do os olhos para o chão, eles lhes falaram : Por que buscais entre os mortos ao que vive ?” — Lucas — Cap. 24, v. 5. Enquanto muitos choram nos túmulos dos seus mor­ tos, no de Jesus ocorreu diferente. Talvez as mulheres fossem ali com essa intenção, mas o ambiente do Cris­ to não favoreceu a tristeza. Joana, mãe de Tiago, e Maria Madalena, acompanha­ das de outras companheiras de ideal, conduziam essên­ cias para o campo santo. Queriam que o sepulcro do seu Mestre recendesse aromas agradáveis, como grati­ dão dos que ficaram. Lá chegando, cercariam o lugar onde se achava o corpo do Divino amigo, para chorar, em lamentações sagradas, a perda irreparável da luz do mundo. Não tinham mais em mente nenhuma das profe­ cias; somente palpitava, em seus ardentes corações, a eterna gratidão para com aquele que distribuira tanta esperança para os desesperados, tanto alívio para os en­ fermos, tanta sabedoria para os ignorantes. Todas juntas, com mãos firmes, puxam a tampa tío túmulo, já meio removida por alguém, e se espantam ; “Para onde teria ido o Mestre?" A essa interrogação, aparecem dois espíritos resplandescentes, mensageiros do Cristo, dizendo : “Ele não está aqui, mas ressuscitou Lembrais-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galiléia?” Elas se lembraram e, em vez de se lamentarem, sorriram. Agora, as lágrimas que molhavam seus cândi­ dos rostos eram temperadas em outro calor emotivo, de alegria pura e da certeza de que o espírito é imortal. Os anunciantes acrescentaram: “Por que buscais entre os mortos, ao que vive ?” O espírito fulgurante de Jesus deixa a maior mensa­ gem da imortalidade da alma para Madalena e suas con- freiras : renasce o Mestre para outras dimensões cós­ micas, deixando um rastro de esperanças para todos os seus companheiros de jornada, ensejando a que esses pudessem anunciar, ao mundo, a inigualável herança dos céus para a terra. A morte não existe ! Somente a vida ! Somente a vida !... canta, em todas as latitudes, a cria­ ção de Deus. O mundo ainda não tem idéia de quanto significou, para os discípulos, a notícia, transmitida pelas mulheres, de que o Cristo tinha subido aos céus e que, na fria laje de seu túmulo, só as vestes havia. Completando a mensagem, o grande amor, que Jesus dedica à huma­ nidade, fez aparecerem dois varões resplandenscentes, permtitindo-nos deduzir : aquele que aqui falta, não foi tetirado por ninguém desse sepulcro; não foi removido por mãos humanas. Desapereceu para dar cumprimento à profecia que anunciava sua ressurreição, ao terceiro dia. O colégio apostolar de Jesus criou vida nova com o anunciado. Pedro, correndo ao sepulcro para certitfi- car-se da verdade, fica maravilhado. Volta à companhia dos seus amigos, e comprova o fato. Os apóstolos, an­ tes acabrunhados e completamente abatidos com a perda do Senhor, sentem-se renovados, corre-lhes nas veias novo sangue, novas esperanças tomam-lhes os corações, para outras vidas. Vejam, meus irmãos, quanto vale uma gota de esperança na taça do coração torturado. Depois desse dia, Cristo não se fez esperar ; come­ çou a aparecer todos os dias, para todos os seus servi­ dores, discípulos ou não, nas cercanias de Jerusalém ou em outras terras, não importando distâncias e na­ ções. Importava, sim, que fossem servos que pudessem compreender a mensagem do perdão, as belezas da ca­ ridade e a salvação pelo amor. Invade o Mestre, de momento a momento, o conví­ vio dos apóstolos, com uma essência que perfuma eter­ namente. Vai aqui e ali, abrindo lareiras nos coraçõas, que se dispuseram a servir, para o plantio do amor que nunca morre. E, como padrão universal da doutrina de luz, ao in­ vés de recolher, como a galinha, somente os seus pinti- nhos, abre as asas para toda a humanidade: chama Este vão para as lides: convida Abigail à renúncia: mostra a Paulo, no deserto escaldante, que existe outro reino: es­ timula os discípulos, trancafiados por temer perseguição, dando-lhes sinal de combate, como o maior dos generais: continua as curas, através do próprio colégio apostolar. Cumprindo a promessa de ressuscitar ao terceiro dia, deixou claro que cumprirá as outras, pois disse : "Eu sou a verdade". E uma delas, entre muitas, é esta : "Voltarei e ficarei convosco eternamente". O Mestre está voltando em um corpo ciclópico dou­ trinário, para permanecer eternamente com toda a hu­ manidade: e essa, ainda possuída de temor, levantará os olhos para o céu e sentir-lhe-á o bafejo divino, pois ninguém morre, e a vida continua sempre. “Estando elas possuídas de temor, baixando os olhos para o chão, eles lhes falaram : Por que buscais entre os mortos ao que vive ?"
Alguns Angulos dos Ensinos do Mestre (psicografia Joao Nunes Maia - espirito Miramez)
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SEXOLATRIA


   SEXOLATRIA

Já tínhamos adiantado no item anterior sobre o assunto,

sendo esse o tipo mais comum de desvio moral.

Se ninguém somente opta, por livre e espontânea

vontade, pelo alcoolismo, drogadição e tabagismo, por

exemplo, o sexo e o estômago existem na vida de todas as

criaturas humanas e tendem a puxá-las para baixo, como

afirma André Luiz, no seu livro “Libertação”, porque as

próprias células sexuais as compelem à sua extravazação de

uma forma ou de outra.

Gandhi disse que, dos vícios, o mais difícil de vencermos

é a gula, mas isso não é um ponto pacífico, pois, atualmente, a

sexolatria e a drogadição estão liderando, fazendo milhões de

vítimas no mundo inteiro.

O que as Trevas têm investido para manter os humanos

encarnados sob o vapor anestesiante da sexolatria dificilmente

se pode avaliar.

Há planejamentos para desencaminhar trabalhadores da

religiosidade, justamente para minarem na base as Forças do

Bem.

Portanto, quem tem um trabalho a desempenhar na

Seara do Bem que procure seguir o conselho de Jesus de orar

e vigiar para não derrapar na sexolatria.

Muitos missionários são pegos de surpresa nessa área,

pois o cerco é ardiloso e persistente.

Chico Xavier e Divaldo Pereira Franco, por exemplo,

viveram várias situações embaraçosas nessa área, quando

foram defrontados por encarnados obsidiados que lhes

criaram situações em que tiveram de ser firmes. 

Quanto às pessoas que sequer assumiram compromissos

sérios com o Bem ficam mais sujeitas ainda a todas as

armadilhas, porque não oram nem vigiam e estão sempre

mais próximas das quedas morais, quando não já estão direto

no abismo moral, pois as induções são intensas, através,

principalmente, dos atuais meios de comunicação de massa,

como a televisão, a Internet etc. etc.

 

Compete aos mais evoluídos trabalhar no sentido de

esclarecer seus irmãos e irmãs menos evoluídos, despertando-

os para a necessidade do auto controle da sexualidade, pois,

em caso contrário, ao desencarnarem, seu caminho será para

as zonas purgatoriais, que não chegam a ser o Inferno de

Dante Alighieri, mas são quase isso, conforme, por exemplo,

André Luiz, descreve em “Libertação”.

O sexo vicioso é grandemente explorado pelas Trevas,

como forma de minar as energias das criaturas encarnadas e

desencarnadas, energias essas que poderiam e deveriam ser

empregadas em atividades no Bem.

Há verdadeiros cientistas do Mal especializados na

viciação de criaturas humanas, tanto quanto há cientistas do

Bem, que estudam as formas de sublimação, mas cada qual

escolhe seu próprio caminho e, como disse Jesus: “A cada um

será dado segundo as suas obras.”

As pessoas aceitam as influências com as quais se

afinizam e, assim, não há inocentes no Mal, mas sim afinidade

no Mal, tanto quanto acontece em relação ao Bem, em que

quem segue na própria estrada da auto espiritualização o faz

por opção própria, enfrentando todas as dificuldades internas

e externas.

Saibamos disso e procuremos orientar cada um para as

boas escolhas, não minimizando o papel do livre arbítrio

individual nem acreditando que se transformem devassos em

santos de uma hora para outra, mas sim através do esforço

individual de muitos milênios.

Todo tratamento moral tem de começar pela vontade

firme do doente em curar-se, mas a ajuda externa é

imprescindível e devemos sempre exercer a caridade do

auxílio à vontade vacilante, até que ela se consolide: essa é

uma das formas mais importantes da caridade.

 Vos Sois Deuses - O Valor da Ciencia Cosmica (psicografia Joao Candido - espiritos diversos)

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RIO DE LAGRIMAS


BOM DIA BOA TARDE BOA NOITE COM MUITA PAZ AMOR E SABEDORIA

RIO DE LAGRIMAS

As vitórias das questões ilegais

são utópicas.

Deixam paladar de amargura.

Injustas, ferem os outros, não

podendo beneficiar, realmente, a

ninguém.

Quem edifica sobre terreno

alheio, termina por perder a cons-

trução.

Nunca será justa a alegria con-

seguida no rio das lágrimas

alheias.

Cuida bem das tuas causas e

luta somente quando tiverem o

apoio legal e se firmarem nos ali-

cerces da moral.JOANNA DE ANGELES

 

terça-feira, 22 de junho de 2021

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OS FRUTOS DA FÉ “ Assim, as Igrejas eram fortalecidas na fé. e aumentavam em número, dia a dia". — Atos — Cap. 16, v. 5.


OS FRUTOS DA FÉ

“ Assim, as Igrejas eram fortalecidas na fé.

e aumentavam em número, dia a dia".

— Atos — Cap. 16, v. 5.

O grande convertido de Damasco, conhecido como

o tufão da nova idéia renovadora do Cristo, passava por

inúmeras cidades, desfazendo todo o pedestal dos anti­

gos conceitos embrionários sobre Deus e a vida. Argu­

mentava nas praças públicas, nas sinagogas, nas escolas,

nas hospedarias, com a alta filosofia, que rutila, e com

a ciência firme, que espera.

Paulo era doutor da lei. E, como tal, se constituía,

certamente, numa ventania muito forte para aquêles que

ainda ofereciam, em seus mundos mentais, ninho para

os pássaros das idéias, que, comparadas com a menta­

lidade cristã, eram assentadas na areia, com fraturas

em todas as suas conjunções.

O gigante do Evangelho, em alta função doutrinária,

passa nas cidades de Listra e Derbe, aldeias onde o

discípulo Timóteo já havia introduzido a palavra de reno­

vação do Mestre. Esse companheiro era filho de  uma

judia com um varão grego. Enriquecia sua alma, de fi­

lho de duas raças, com as qualidades indispensáveis aos

grandes labores.  Timóteo, paciente e valoroso, tinha

na oração um sustentáculo para as decisões maiores e,

no ambiente agressivo dos contraditores. lançava mãos

da arma prodigiosa da fé, que soubera herdar do grande

Mestre, vencendo todos os adversários da idéia de Cris­

to.

Paulo estava em uma excursão, onde deveria,  em

nome de Jesus, percorrer várias cidades e ilhas. Eram

todas distantes da sua terra natal, onde voltara,  com

humildade, depois de convertido, a  pregar a verdade,

com as qualidades que o coração oferece ao cristão

nascente. As distâncias que o antigo perseguidor  do

Evangelho se dispunha a perlustrar eram Imensas,  mas

a fé que Paulo havia grangeado do clarão dos céus, no

deserto, e a sua realidade interna,  faziam com que o

mundo coubesse nas suas mãos. Com essa mesma fé,

em Cristo e por Cristo, êle poderia ver todas as cidades

o aldeias, com suas respectivas necessidades. Nunca

temeu afronta nenhuma ao ser apedrejado e massacrado

pelos fariseus de todos os lugares e de todas as épo

cas. Era o cálice escolhido, no dizer do Mestre, para

a glória de Deus.

Timóteo também dava ótimos testemunhos em Icô-

nio. Em vista disso, Paulo queria que ele o acompanhas­

se e, como todos sabiam da descendência de Timóteo,

prlncipalmente os judeus que ali habitavam, sugeriu Pau­

lo que Timóteo fosse circuncidado, obedecendo a lei ju-

dáica. Com a circuncisão estariam dando “a César o que

ó de César”, sem nenhuma necessidade de mudar suas

convicções acerca dos autênticos ensinos de Jesus Cris­

to, a quem Paulo havia dado tantos testemunhos.

E um dia, o apóstolo dos gentios, encontrando Ti

móteo meio triste, lendo seus pensamentos, responde,

sem ser Interrogado, nesses termos : Timóteo, não afli­

jas o coração por teres sido circuncidado, meu filho.

Tem este fato como um símbolo : cortado algo em tua

carne, estejas livre também das forças inferiores que te

prendem ao mundo, e verás quantos prismas novos se

te abrirão, de valores incalculáveis, nascidos de uma pe­

quena contrariedade". E Timóteo, antes tristonho, levan­

ta a cabeça e sorri para Paulo, como se fosse uma cri­

ança a encontrar um paraíso de fadas.

Sua mente foi tocada pela luz, e, de fato, encontrou

um novo céu, onde sua fé se firmou, fulgurante e sem

par. Batendo, de leve, no ombro do campeão do Evange­

lho, articulou baixinho em seu ouvido : irei com o  Se­

nhor, para onde for e para onde desejar. Pisando na

terra, mas vivendo no céu, porque agora compreendí que

os nossos irmãos em Cristo não existem somente  em

Listra, Derbe e Icônio, mas em todo o mundo”. Deixan­

do escorrer nos grandes olhos lágrimas incontidas  de

grandes emoções espirituais, remata sua conversa : “de

0 valoroso discípulo cambaleou de emoção, alvo de

tremendo impacto. Considerar alguns animais imundos

vinha de Moisés, mas ele achava bom aquele preceito.

Por outro lado, se todas as coisas foram feitas por Deus,

pertenciam também a Jesus; como fazer agora ? Já havia

o Mestre falado antes a todos os discípulos que nada há

imperfeito na criação de Deus, que as imundícies e as

imperfeições estavam em cada um de nós, na maneira

pela qual sentíamos e observávamos as coisas. Por que

leria o legislador separado alguns dos animais, qualifi­

cando-os como imundos em  relação aos que figuravam

passivamente nas mesas dos que temiam a Deus ?

O espírito do mal queria confundir a Pedro, mos­

trando contradições nas leis espirituais de Moisés e Je­

sus. É o mesmo que alguns menos avisados querem fa­

zer hoje com Jesus e Kardec, mostrando confusão on­

de nunca existiu, esquecendo-se de comparar as neces­

sidades de duas épocas, separadas por vários séculos.

Quem viaja com Cristo e Kardec no bôjo da lei,

sentirá, no Espiritismo, o mesmo calor, o mesmo ambi­

ente do Cristianismo primitivo,  a  renascer no mundo

com maiores esplendores. Mas nunca deixam de apare­

cer os espíritos do mal, nos caminhos dos discípulos,

para confundir as coisas de somenos importância.  Os

céus o permitem, no sentido de testar quem se propôs

a seguir o Mestre.

Pedro, a sós, passeia os olhos molhados pelo céu —

dlr-se-ia mais uma estátua do que um homem — e abre

os lábios, compassivamente : "Senhor, queria saber  a

verdade sobre o que acabo de ver e ouvir; não posso

ir ter com os meus antes disso. Se necessário, ficarei

aqui, qual Moisés, horas a fio, ou dias incontáveis, mas

quero conhecer a verdade sem rasuras, estar contigo

em Deus; faze de mim o que te aprouver".

Diante de uma grande pedra, Pedro debruça  como

menino faminto, a esperar um pedaço de pão. Aguarda a

resposta do  Mestre, porquanto, raciocinando, descon­

fiara de tudo o que acontecera. Uma luz profusa parte

do alto, divide-se em três, bafeja o velho apóstolo, bri­

lha com variações nunca vistas em matéria de luzes,

torna a se fundir, serenamente, perdendo-se no infinito.

Pedro fica em lugar destacado no meio das coisas,

e uma voz, muito sua conhecida, fala : “Pedro, acalma

teu coração, desperta teu interesse pela obra de Deus e

segue-me; não confundas amor, com seperação; ser-teá

dado tudo para viveres; o teu e o nosso Deus, de amor

e bondade, nunca deixa nada sem valor. Os que queres

afirmar como imundos são os que te dão, na verdade, a

vida. Foram qualificados como imundos, vindos de ou­

tras bandas, mas se não fosesm eles, a vida seria im­

possível; abençoemos, pois, esses animais. A  velha

proibição visava a que eles não diminuíssem em quan­

tidade, para uma operação limpeza completa, entendeste?'

E a voz, meiga, terminou : “se não queres, não comas,

mas não odeies aqueles que, nos rudimentos da vida,

fazem os melhores dos bens’ .

Pedro, chorando, agora de alegria, entendeu  qus

deveria orar, mas acima de tudo, vigiar. Com a ajuda da

razão, selecionar os alimentos espirituais e não os ma­

teriais, porque destes está encarregado o organismo.

"No dia seguinte, indo êles de caminho e

estando já perto da cidade, subiu Pedro ao

eirado, por volta da hora sexta, a fim do

orar” .

Alguns Angulos dos Ensinos do Mestre (psicografia Joao Nunes Maia - espirito Miramez)

 

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OPINIÃO ESPÍRITA

 Asseverou o Cristo: Não vim destruir a lei, porém, cumpri-la. Isso, entretanto, não lhe tolheu a disposição de exumar o pensamento de Moisés e dos Profetas dos arquivos que o tempo lhe expôs à consideração, estruturando os princípios e plasmando os exemplos com que rearticulou estatutos e instruções. O Espiritismo pela voz de Allan Kardec igualmente afirmou: Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução. Isso, porém não impediu que o Codificador desentranhasse o ensinamento de Jesus e dos evangelistas das fórmulas que os séculos lhe submeteram a exame clareando as recomendações e definindo as normas, com que traçou a orientação espírita, desenvolvendo lições e constituindo diretrizes. O Cristo não incomodou a quantos quisessem manter a própria vinculação ao judaísmo, sem, contudo, adiar os ensinamentos do Evangelho. Allan Kardec respeitou quantos se mostravam fiéis aos juízos teológicos do passado, mas não atrasou a mensagem renovadora do Espiritismo. Oferecendo aos leitores amigos as páginas deste livro (*), esclarecemos, portanto que nós, os espíritas encarnados e desencarnados, acatamos cultos e preconceitos, conceituações e interpretações dos outros, venham de onde vierem, como não pode deixar de ser, mas, nisso ou naquilo, possuímos opinião própria que não podemos esquecer, nem desprezar. Emmanuel Uberaba, 2 de Julho de 1963. ( Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier ) (*) Pelos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, Emmanuel e André Luiz, abnegados benfeitores espirituais, formaram os capítulos deste volume, responsabilizando-se o primeiro pelas mensagens de números pares e o segundo pelas de números ímpares, mensagens essas que foram psicografadas por ambos os médiuns, em reuniões públicas. Cabe-nos salientar ainda que os autores espirituais subordinaram todos os estudos a questões relacionadas na Codificação Kardequiana, cujos cinco tomos fundamentais estão enumerados no presente livro pelas siglas seguintes:

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