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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Tempo certo


Tempo certo
Capítulo 17, item 5

       “... Aquele que semeia saiu a semear; e, enquanto semeava, uma parte da semente caiu ao longo do caminho...”
       “... Mas aquele que recebe a semente numa boa terra é aquele que escuta a palavra, que lhe presta atenção e que dá fruto, e rende cento, ou sessenta, ou trinta por um.”
(Capítulo 17, item 5.)


Na vida, não existe antecipação nem adiamento, somente o tempo propício de cada um.
       A humanidade, em geral, recebe as sementes do cresci­mento espiritual a todo o instante.
       Constantemente, a “Organização Divina” emite idéias de progresso e desenvolvimento, devendo cada indivíduo absorver a sementeira de acordo com suas possibilidades e habilidades existenciais.
       A Natureza nos presenteia com uma diversidade incontável de flores, que nos encantam e fascinam. Certamente, não as depre­ciaríamos apenas por achar que vários botões já deveriam ter de­sabrochado dentro de um prazo determinado por nós, nem as re­preenderíamos por suas tonalidades não ser todas iguais conforme nossa maneira de ver.
       Nem poderíamos sequer compará-las com outras flores de diferentes jardins, por estarem ou não mais viçosas. Deixemos que elas possam germinar, crescer e florir, segundo sua natureza e seu próprio ritmo espontâneo. Isso será sempre mais óbvio.
       Parece racional que ofereçamos a quem amamos o mesmo consentimento, porque cada ser tem seu próprio “marco individual” nas estradas da vida, e não nos é permitido violentar sua maneira de entender, comparando-o com outros, ou forçando-o com nossa impaciência para que “cresçam” e “evoluam”, como nós acharía­mos que deveria ser.

Cada um de nós possui diferenças exteriores, tanto no aspecto físico como na forma de se vestir, de sorrir, de falar, de olhar ou de se expressar. Por que então haveríamos de florescer “a toque de caixa”?
Nossa ansiedade não faz com que as árvores dêem frutos instantâneos, nem faz com que as roseiras floresçam mais céleres. Respeitemos, pois, as possibilidades e as limitações de cada indivíduo.
Jesus, por compreender a imensa multiformidade evolucional dos homens, exemplificou nessa parábola a “dissemelhança” das criaturas, comparando-as aos diversos terrenos nos quais as sementes da Vida foram semeadas.
As que caíram ao longo do caminho, e os pássaros as comeram, representam as pessoas de mentalidade bloqueada e restringida, que recusam todas as possibilidades de conhecimento que as conteste, ou mesmo, qualquer forma que venha modificar sua vida ou interferir em seus horizontes existenciais. São seres de compreensão e aceitação diminuta ou quase nula. São comparáveis aos atalhos endurecidos e macerados pela ação do tempo.
Outras sementes caíram em lugares pedregosos, onde não havia muita terra, mas logo brotaram. Ao surgir o sol, queimaram-se porque a terra era escassa e suas raízes não eram suficientemen­te profundas.
Foram logo ressecadas porque não suportaram o “calor da prova”; e, por serem qualificadas como pessoas de convicção “flu­tuante”, torraram rapidamente seus projetos e intenções.

Nossas bases psicológicas foram recolhidas nas experiên­cias do ontem. São raízes do passado que nos dão manutenção no presente para ir adiante, nos processos de iluminação interior.
Quando os “caules” não são suficientemente profundos e vetustos, há bloqueios tanto em nossa consciência intelectual como na emocional. Um mecanismo opera de forma a assimilar somente o que se pode digerir daquela informação ou ensinamento recebido.
Assim, a disponibilidade de perceber a realidade das coisas funciona nas bases do “potencial” e da “viabilidade evolutiva” e, portanto, impor às pessoas que “sejam sensíveis” ou que “progri­dam”, além de desrespeito à individualidade, é fator perigoso e destrutivo para exterminar qualquer tipo de relacionamento.
Os espinheiros que, ao crescer, abafaram as sementes representam as “idéias sociais” que impermeabilizam a mentalidade dos seres humanos, pois, no tempo do Mestre, as leis do “Torah” asfixiavam e regulamentavam não somente a vida privada, mas tam­bém a pública.
Os indivíduos que não pensam por si mesmos acabam caindo nos domínios das “normas e regras”, sem poder erguer em demasia a sua mente, restrita pelas idéias vigentes, o que os sentencia a viver numa “frustração grupal”, visto que seu grau de raciocínio não pode ultrapassar os níveis permitidos pela comunidade.
Jesus de Nazaré combateu sistematicamente os “espinhos da opressão” na pessoa daqueles que observavam com rigor rituais e determinações das leis, em detrimento da pureza interior. Dessa forma, Ele desqualificou todo espírito de casta entre as criaturas de sua época.


As demais sementes, no entanto, caíram em boa terra e deram frutos abundantes. O que é um “solo fértil”?
Nossos patrimônios de entendimento, de compreensão e de discernimento não ocorrem por acaso, porqüanto nenhum apren­dizado nos envolverá profundamente se não estivermos dotados de competência e habilidades propiciadoras.
A boa absorção ou abertura de consciência acontece somente no momento em que não nos prendemos na forma. Aprofundarmo-nos no conteúdo real quer dizer: “Quem não quebra a noz, só lhe vê a casca”. Mas para “quebrar a noz e preciso senso e noção, base e atributos que requerem tempo para se desen­volverem convenientemente. A consciência da criatura, para que seja receptiva, precisa estar munida de “despertamento natural” e “amadurecimento psicológico”.
Reforçando a idéia, examinemos o texto do apóstolo Marcos, onde encontramos: “porque a terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, e por ültimo o grão cheio na espiga”. (1)
O Mestre aceitava plenamente a diversidade humana. Ele se opunha a todo e qualquer “nivelamento psicológico” e, portanto, lançou a Parábola do Semeador, a fim de que entendêssemos que o melhor apoio que prestaríamos a nossos companheiros de jornada seria simplesmente esperar em silêncio e com paciência.
Portanto, compreendamos que a nós, somente, compete “semear”; sem esquecer, porém, que o crescimento e a fartura na colheita dependem da “chuva da determinação humana” e do “solo generoso” da psique do ser, onde houve a semeadura.

(1) Marcos 4:28

Olhando para trás


Olhando para trás
Capítulo 5, item 8

       “... Tal é aquele que tendo feito mal sua tarefa, pede para recomeçá-la afim de não perder o benefício do seu trabalho...”
       “... Rendamos graças a Deus que, na sua bondade, concede ao homem a faculdade da reparação e não o condena irrevogavelmente pela primeira falta.”
(Capítulo 5, item 8.)

       Culpa quer dizer paralisação das nossas oportunidades de crescimento no presente em conseqüência da nossa fixação doentia em comportamentos do passado.
       Quem se sente culpado se julga em “peccatum”, palavra latina que quer dizer “pecado ou culpa”. Logo, todos nós vestimos a densa capa da culpa desde a mais tenra infância.
       Certas religiões utilizam-se freqüentemente da culpa como meio de explorar a submissão de seus fiéis. Usam o nome de Deus e suas leis como provedores do mecanismo de punição e repressão, afirmando que garantem a salvação para todos aqueles que forem “tementes a Deus”.
       Esquecem-se, no entanto, de que o Criador da Vida é infi­nita Bondade e Compreensão e que sempre vê com os “olhos do amor”, nunca punindo suas criaturas; na realidade, são elas mes­mas que se autopenalizam. por não se renovarem nas oportunida­des do livre-arbítrio e por ficarem, no presente, agarradas aos erros do passado.
       Nossa atual cultura ainda é a mais grave geradora de culpa na formação educacional dos relacionamentos, seja no social, seja no familiar. No recinto do lar encontramos muitos pais induzindo os filhos à culpa: “Você ainda me mata do coração!”, tática muito comum para manter sob controle uma pessoa rebelde; ou dos fi­lhos que aprenderam a tramóia da culpa, para obter aquilo que desejam: “Os pais de minhas amigas deixam elas fazer isso”.

Culpar não é um método educativo, nem tampouco gerador de crescimento, mas um meio de induzir as pessoas a não se res­ponsabilizar por seus atos e atitudes.
Em muitas oportunidades encontramos indivíduos que tei­mam em culpar os outros, acreditando ser muito cômodo representar o papel de injustiçados e perseguidos. Colocam seus erros sobre os ombros das pessoas, da sociedade, da religião, dos obsessores, do mundo enfim.
No entanto, só eles poderão decidir se reconhe­cem ou não suas próprias falhas, porque apenas dessa forma se libertarão da prisão mental a que eles mesmos se confinaram.
Dar importância às culpas é focalizar fatos passados com certa regularidade, sempre nos fazendo lembrar de alguma coisa que sentimos, ou deixamos de sentir, falamos ou deixamos de falar, permitimos ou deixamos de permitir, desperdiçando momentos valiosos do agora, quando poderíamos operar as verdadeiras bases para nosso desenvolvimento intelecto-moral.
“Ninguém que lança mão ao arado e olha para trás é apto para o reino de Deus”. (1)
Olhando para trás, a alma não caminha resoluta e, conse­qüentemente, não se liberta dos grilhões do passado.
Todos nós fomos criados com possibilidades de acertar e errar; por isso, temos necessidade de exercitar para aprender as coisas, de colocar as aptidões em treino, de repetí-las várias vezes entre ensaios e erros.
A culpa se estrutura nos alicerces do perfeccionismo. Ali­mentamos a idéia de que não seremos suficientemente bons se não fizermos tudo com perfeição. Esquecemo

-nos, porém, de que todo o nosso comportamento é decorrente de nossa idade evolutiva e de que somos tão bons quanto nos permite nosso grau de evolução. A todo momento, fazemos o melhor que podemos fazer, por estarmos agindo e reagindo de acordo com nosso “senso de realidade”. O “arrependimento” resulta do quanto sabíamos fazer melhor e não o fizemos, enquanto que a culpa é, invariavelmente, a exigência de que deveríamos ter feito algo, porém não o fizemos por ignorância ou impotência.
A Divina Providência sempre “concede ao homem a facul­dade da reparação e não o condena irrevogavelmente”. Não há, razão, portanto, para culpar-se sistematicamente, pois ele será cobrado pelo “muito” ou pelo “pouco” que lhe foi dado, ou mesmo, “muito se pedirá àquele que muito recebeu”. (2)
Assevera Paulo de Tarso: “a mim, que fui antes blasfemo, perseguidor e injuriador, mas alcancei misericórdia de Deus, porque o fiz por ignorância, e por ser incrédulo”. (3) Tem-se, dessa forma, um ensinamento claro: a culpa é sempre proporcional ao grau de lucidez que se possui, isto é, nossa ignorância sempre nos protege.
Não guardemos culpa. Optemos pelo melhor, modificando nossa conduta. Reconheçamos o erro e não olhemos para trás, e sim, para frente, dando continuidade à nossa tarefa na Terra.

(1) Lucas 9:62.
(2) Lucas 12:48.
(3) 1º Timóteo 1:13.

Desbravando mistérios


Desbravando mistérios
Capítulo 7, item 7

       “E não Jesus disse estas palavras: Eu vos rendo glória, meu Pai, Senhor do Céu e da Terra, por haverdes ocul­tado essas coisas aos sábios e aos prudentes, e por as haver revelado aos simples e aos pequenos.”
(Capítulo 7, item 7.)

       Vaie considerar que, quando Jesus afirmou que Deus havia ocultado os mistéiios aos sábios e aos prudentes e os tinha revelado aos simples e pequenos, em verdade observava que certos homens de cultura e intelectualidade achavam-se perfeitos eruditos, não pre­cisando de mais nada além do seu cabedal de instrução.
       Por sua vez, orgulhosos porque retinham vários títulos, acre­ditavam-se superiores e melhores que os outros, fechando assim as comportas da alma às fontes inspirativas e intuitivas do plano espiritual.
       Porém, os “pequenos e simples”, aos quais se reportava o Mestre, são aqueles outros que, devido à posição flexível em face da vida, descortinam novas idéias e conceitos, absorvendo desco­bertas e pesquisas de todo teor, selecionando as produtivas, para o seu próprio mundo mental. Por não serem ortodoxos, ou sej a, con­servadores intransigentes, e sim afeiçoados à reflexão constante das leis eternas e ao exercício da fé raciocinada, reúnem melhores con­dições de observar a vida com os “olhos de ver”.
        São conhecidos pela “maturidade evolutiva”, que é ava­liada levando-se em conta seus comportamentos nos mais varia­dos níveis de realização, entre diversos setores (físico, mental, emocional, social e espiritual) da existência humana.

Pelo modo como agem e como se comportam diante de pro­blemas e dificuldades, “os pequenos e os simples” têm uma noção exata de sua própria maturidade espiritual. Além disso, sentem uma sensação enorme de serenidade e paz pela capacidade, pela eficiên­cia e pelos atributos pessoais, e por se comportarem dentro do que esperavam de si mesmos.
Simples são os descomplicados, os que não se deixam en­volver por métodos extravagantes, supostamente científicos, e por critérios de análise rígida. Simples são os que sempre usam a lógica e o bom senso, que nascem da voz do coração.
São aqueles que não entronizam sua personalidade megalo­maníaca atrás de mesas douradas e que não penduram pergami­nhos para a demonstração pública de exaltação do próprio ego.
Os “sábios” a quem o Senhor se referia eram os domina­dores e controladores da mente humana, que desempenhavam pa­péis sociais, usando máscaras diversas segundo as situações convenientes. Estão a nossa volta: são criaturas sem originalidade e criatividade, porque não auscultam as vibrações uníssonas que des­cem do Mais Alto sobre as almas da Terra.

Não suportam a mais leve crítica - mesmo quando cons­trutiva - de seus atos, feitos, raciocínios e ideais; por isso, deixam de analisá-la para comprovar ou não sua validade. Por se consi­derarem “donos da verdade”, reagem e se irritam, esquecendo-se de que esses comentários poderiam, em alguns casos, proporcionar-lhes melhores reflexões com ampliação da consciência.
Vale considerar que esses “sábios” não se lançam em novas amizades e afeições, pois conservam atitudes preconceituosas de classe social, de cor, de religião e de outras tantas, amarrando-se aos exclusivismos egoísticos.
Não obstante, o Mestre Jesus se reportava às luzes dos céus, que agilizariam os simples a pensar com mais lucidez, a se expressar com maior naturalidade, para que pudessem desbravar os mistérios do amor e das verdades espirituais, transformando-se no futuro nos reais missionários das leis eternas.
“Simples” são os espontâneos, porque abandonaram a hipocrisia e aprenderam a se desligar quando preciso do mundo externo, a fim de deixar fluir amplamente no seu mundo interior as correntezas da luz; são todos aqueles que prestam atenção no “Deus em si” e entram em contato com Ele e consigo mesmo; são, enfim, aqueles que já se permitem escutar sua fonte interior de inspiração e, ao mesmo tempo, confiar nela plenamente.

sábado, 14 de setembro de 2013

Campanha da Bênção


Caminhos Do Dmor
CHICO XAVIER
MARIA DOLORES
Campanha da Bênção
A campanha continua:
A caridade em trabalho,
O pão, o teto, o agasalho
E a frase de luz a expor...
Os Mensageiros da Bênção
Retornam do Céu em bando,
A cada um convidando
Para a seara do amor.

Em nossos campos de ação,
Nos mais estranhos caminhos,
Ciladas, pedras e espinhos
São entraves como são...
Vem às tarefas do auxílio,
Qualquer peça de consumo
Serve aos que avançam sem rumo
Calcando as urzes do chão.

Em outras faixas de vida,
Eis que a treva se condensa
Nos enganos da descrença
Que só desditas produz;
Fala o verbo que alimente
O amor que jamais se cansa.
Planta consolo e esperança,
Espalha bondade e luz.

Olvida nódoas e chagas,
Se a provação te aguilhoa,
Trabalha, serve e perdoa,
Guarda a fé que te mantém.
Se algo te fere, silêncio!...
Deixa o mal na sombra externa,
Deus sabe como governa
A força viva do Bem.